sábado, 17 de setembro de 2016

4º maior meteorito do mundo é descoberto na Argentina

Meteoros ainda caem do céu com regularidade, e um meteoro atingiu e matou um homem na Índia no início deste ano. Ainda mais perturbador, um meteorito enorme e inesperado passou ‘raspando’ pela Terra neste mês, entre o nosso planeta e a Lua.

Estes eventos e estruturas geológicas, tais como a cratera de 60 km de diâmetro no estado do Arizona (EUA), nos diz que a Terra tem sido vítima de muitos impactos violentos através de sua história.

Agora, uma nova descoberta numa remota região da Argentina, mostra que enormes objetos extraterrestres que caem na Terra podem ser mais comuns do que pensávamos.
A cratera de um meteoro no Arizona foi criada quando um meteorito metálico de 50 metros de diâmetro impactou a Terra.

Uma cratera de meteoro no Arizona, EUA.


De acordo com a agência de notícias argentina, La Nación, um meteorito pesando 30 toneladas foi encontrado próximo da pequena cidade de Gancedo, a 1.085 quilômetros norte da capital Buenos Aires.  Um meteorito pesando perto de 28 toneladas também foi encontrado anteriormente próximo do mesmo local.

O Campo del Cielo, onde o meteorito foi encontrado, foi uma vez uma área de muita atividade de meteoritos. Por volta de quatro mil anos atrás, uma chuva de meteoros caiu nesta área do norte da Argentina, deixando dezenas de crateras e meteoritos espalhados pela paisagem. Além deste novo meteorito, o segundo maior meteorito do mundo também foi descoberto nesta região.

O meteorito sendo retirado da terra.


De acordo com Mario Vesconi, presidente da Associação Astronômica de Chaco, o peso oficial do meteorito, chamado de Meteorito Gancedo, foi um choque uma vez que foi pesado:

“Embora esperássemos um peso maior do que tinha sido registrado, não esperávamos que ele excedesse 30 toneladas, […] o tamanho e o peso nos surpreendeu.”


A equipe que escavou o meteorito reportou ter dificuldades em remover a rocha espacial do solo, devido à água na cratera. Assim, a equipe gostaria de reavaliar o peso do meteorito, uma vez que ele tenha sido removido e transferido para um local seguro.

O maior meteorito já encontrado permanece sendo o meteorito Hoba, encontrado na Namíbia em 1920.

Meteorito Hoba, da Namíbia, o maior meteorito conhecido no mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=q7OGZpVbI6I

Fonte: mysteriousuniverse.org

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Stephen Hawking usa milhões na procura de extraterrestres

O famoso físico Stephen Hawking aliou-se a um multimilionário russo para conseguir financiamento para a procura de vida extraterrestre.



A intenção de ambos foi anunciada esta segunda-feira, com Hawking a justificar a iniciativa, que terá 100 milhões de dólares (cerca de 92 milhões de euros). "Estamos vivos. Somos inteligentes. Precisamos de saber", disse, com a ajuda da voz computorizada que o tem acompanhado ao longo da vida, devido à doença neurológica de que padece.


O multimilionário russo Yuri Milner (que fez fortuna ao investir em empresas como o Facebook) também justificou o investimento no projeto, garantindo que o poder de Silicon Valley tem de ser aproveitado e que vai financiá-lo durante, pelo menos, dez anos. "O alcance da nossa pesquisa não terá precedentes: vamos pesquisar um milhão de estrelas próximas, o centro da nossa galáxia e cerca de cem galáxias nas proximidades", garantiu, numa conferência de imprensa, em Londres. Este é, até ao momento, o maior projeto científico de pesquisa por vida extraterreste de que há memória. Inclui um programa de "audição" (em que uma grande quantidade de sinais de rádio vão ser analisados) e outro de "comunicação", onde se incluem prémios monetários avultados para os autores das melhores mensagens digitais a representar o planeta Terra. Para além disso, o projeto também vai contar com uma pesquisa detalhada de transmissões de laser óptico e a colaboração de dois dos mais potentes telescópios do planeta.

A iniciativa vai, ainda, fazer uso do projeto SETI@Home, um dos mais conhecidos projetos voluntários de procura por vida inteligente. O projeto vai ser 50 vezes mais detalhado que pesquisas anteriores e irá cobrir dez vezes mais espaço, garantem os organizadores. Fazendo uso do poder de software aberto e das redes sociais, a equipa conta coleccionar num dia os dados que, anteriormente, demorariam um ano a conseguir obter. Se, com todo o arsenal disponibilizado nesta iniciativa, não se encontrar resultados num curto espaço de tempo, esse facto também poderá ser importante, garante Stephen Hawking. "Não provará que estamos sozinhos, mas vai encurtar bastante as possibilidades", diz.

"Mas não há maior pergunta do que esta. Está na hora de fazermos um real comprometimento em encontrar uma resposta para a nossa procura de vida para além da Terra", remata.

fonte: jn.pt

terça-feira, 7 de julho de 2015

Reino Unido promete publicar documentos sobre OVNIs

Reino Unido promete publicar “documentos X” sobre OVNIs em 2016
OVNI (montagem)

Dezoito documentos secretos apelidados de "Documentos X britânicos" serão publicados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido em 2016, segundo declarou a pasta nesta sexta-feira (3). 

Caçadores de OVNIs acreditam que os documentos poderiam provar que extraterrestres têm visitado o país. Ao lado de Guy Black, senador da Câmara dos Lordes (câmara alta do parlamento britânico), conhecido como Lorde Black de Brentwood, eles têm realizado uma campanha pela divulgação do material, que aborda avistamentos registrados no Reino Unido mais de 30 anos atrás. O governo originalmente havia planejado desclassificar os arquivos no final de 2013, mas o lançamento foi suspenso devido a "necessidades adicionais de processamento", de acordo com o Ministério da Defesa, o que levou a muitas especulações sobre um possível acobertamento do governo a respeito de atividades alienígenas. 

Depois que Lorde Black de Brentwood passou a pressionar pela divulgação dos arquivos no parlamento, o Ministério da Defesa declarou que eles serão liberados para os Arquivos Nacionais até março de 2016. Alguns ufólogos afirmam que os documentos vão lançar luz sobre os relatos inexplicáveis de avistamentos de luzes em Rendlesham Forest, ocorridos em duas ocasiões distintas em dezembro de 1980. Na ocasião, militares norte-americanos estacionados em Suffolk relataram terem visto um objeto triangular metálico com um "brilho estranho", a aproximadamente dois ou três metros de distância da base e a cerca de dois metros de altura. O tenente-coronel Halt descreveu os acontecimentos em um memorando ao Ministério da Defesa: "Iluminou toda a floresta com uma luz branca. O objeto em si tinha uma luz vermelha pulsando em cima e um banco de luzes azuis embaixo. O objeto estava pairando ou sobre pernas". "À medida que os patrulheiros se aproximaram do objeto, ele manobrou através das árvores e desapareceu. Neste momento, os animais de uma fazenda próxima entraram em frenesi. O objeto foi avistado brevemente cerca de uma hora mais tarde, perto do portão de trás", diz o relatório da suposta testemunha. O avistamento inexplicado em Rendlesham Forest é um dos casos mais conhecidos de OVNIs no Reino Unido e é muitas vezes comparado ao Caso Roswell, de 1947, nos Estados Unidos

Fonte: rt.com/uk

Misteriosa cratera aparece na praia da Inglaterra

Misteriosa cratera abre em praia da Inglaterra, enviando caracóis pelos ares


Caracóis a voar


Orcomb Point, na praia de Exmouth, em Devon, Inglaterra, foi fechada na semana passada, após uma misteriosa cratera, de 4,5 metros de diâmetro por 4,5 metros de profundidade, abriu-se na areia.    Misteriosa, porque a água explodiu para fora da cratera, enviando caracóis para cima. Como se isto não fosse assustador o suficiente, mais buracos parecem estar-se a abrir nas proximidades.  O que está acontecendo na praia de Exmouth, que está expelindo os caracóis para fora desta cratera?
O buraco apareceu logo após o meio-dia, em 2 de julho.  O instrutor de kite surf, James Dart, foi um dos primeiros a chegar no local.  "Olhei e havia grandes jatos d’água saindo da praia; estava borbulhando como um gêiser… foi uma visão tremenda… Cheguei mais perto e vi um material como plantas subindo, alguns caramujos saindo também." O Centro Nacional de Operações Marítimas enviou a Guarda Costeira, que imediatamente interditou a área, que é uma praia popular com banhistas e pessoas que levam os seus cães para passear. O Conselho Distrital do East Devon, enviou então, uma equipa de engenheiros, que aumentou a área isolada, temendo que houvesse uma câmera subterrânea, a qual poderia continuar a explodir, ou possivelmente implodir.

Após algum tempo, os caracóis pararam de voar para fora do buraco e este ficou preenchido pela água, mas outros buracos menores apareceram, assim os engenheiros estão mantendo a praia isolada até que causa seja determinada e o perigo avaliado. Até agora, o único comentário oficial das autoridades locais é este:

“As chuvas pesadas de ontem podem ter causado com que o buraco – um fenômeno natural – tivesse se aberto, mas ainda é um pouco de mistério.” 

Os buracos e a chuva são certamente “fenômenos naturais”, mas e quanto aos caracóis voadores?  Nem a Guarda Costeira, nem os engenheiros se manifestaram explicar o que causou o gêiser que lançou os moluscos para fora.

Fonte: mysteriousuniverse.org

Pode haver vida no Cometa 67P/Churyumov

Estes cientistas dizem que pode haver vida no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko


De acordo com dois cientistas do Reino Unido, pode haver vida no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que está atualmente sendo explorado pela sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA). Eles alegam que algumas características da superfície do comenta poderiam ser explicadas pela presença de micro-organismos abaixo da crosta deste corpo celeste. É uma visão radical e controversa, mas os astrobiólogos Max Wallis, da Universidade de Cardiff e Chandra Wickramasinghe, diretor do Centro Buckingham para Astrobiologia, alegam que dos dados enviados pela missão Rosetta apoiam sua teoria de que o cometa poderia abrigar alguma forma de vida.

“Essa é a conclusão que chegamos“, disse Wickramasinghe durante um telefonema.

Wickramasinghe argumenta que os cometas poderiam transportar a vida através da galáxia; uma teoria que teria grandes implicações para as nossas origens e a natureza da biologia.  “As implicações seriam que a vida é verdadeiramente um fenômeno cósmico, não restrito à Terra“, disse ele. A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, tem estado na cola do Cometa 67P por anos, e atingiu as manchetes no ano passado, quando começou a orbitar o cometa, pousando a sonda Philae com sucesso em sua superfície.

Imagem do cometa em 26 de junho. Crédito: ESA/Rosetta/NAVCAM.

Dados dos instrumentos da sonda que está orbitando e da que pousou estão começando a ser publicados e iremos saber mais a respeito do cometa.  Encontramos compostos orgânicos e sabemos que a superfície escura do 67P está infestada de crateras e rachaduras. O modelo de Wickramasinghe e Wallis propõe que a biologia sob a superfície gelada do cometa poderia produzir gases que são forçados pelas rachaduras da superfície e abastecem os materiais orgânicos.  Num telefonema, Wickramasinghe comparou o processo ao “apodrecimento de alimentos numa lata que estoura quando a microbiologia ocorre e produz muito metano e outros gases“.

“O total da geometria do cometa, temos argumentado, é devido aos processos deste tipo”, disse ele.  Os pesquisadores publicaram um trabalho relacionado à sua teoria no  Journal of Astrobiology and Outreach,e Wallis o apresentou para a Reunião Nacional de Astronomia da Sociedade Astronômica Real, no País de Gales. Eles afirmam que a vida em questão seria do tipo extremófilo – um organismo que pode sobreviver em condições extremas.  No trabalho eles escrevem que, “apesar dos micro-organismos provavelmente requererem corpos de água líquida para sua antiga colonização do cometa, eles podem habitar as rachaduras no gelo e neve na sub-crosta, especialmente se eles contêm sais anticongelantes e biopolímeros.

Mas esta tese não é amplamente aceita.

Matt Taylor, cientista de projeto da missão Rosetta da ESA, disse num e-mail que, “dadas as condições de radiação e as temperaturas muito, muito baixas, bem abaixo de -70 nas superfícies iluminadas pelo Sol, eu não vejo isto como sendo uma possibilidade, e não está claro para mim a quantidade de evidência dando respaldo à esta alegação“. Ele ainda adicionou que não está “ciente disso ter muito, se qualquer, apoio da comunidade Rosetta“, e que ele acredita mais na “pletora de trabalhos vindos da missão, por centenas de cientistas de cometas, cujos resultados têm passado pelo processo de revisão de colegas“.

Não há instrumentos nas sondas Rosetta ou Philae para expressamente procurar por vida; somente por materiais orgânicos. Wickramasinghe tem trabalhado por muito tempo na ideia de que cometas poderiam abrigar a vida.  Ele trabalhou com o falecido astrônomo britânico, Sir Fred Hoyle, na hipótese da panspermia, a qual teoriza que a vida na Terra teria sua origem no espaço.

As tentativas anteriores de Wickramasinghe de fornecer evidência sobre a panspermia não convenceu a comunidade científica.

Uma teoria menos controversa – uma que é reconhecida pela ESA como algo que poderia ajudar a sonda Rosetta – é que cometas como o 67P poderiam ter trazido moléculas à Terra que teriam agido como ‘blocos para a construção da vida’, ao invés de trazerem a vida por si mesma: moléculas orgânicas complexas que poderiam ter sido as precursoras dos aminoácidos e então terem “semeado” a vida, tal como a conhecemos.

Wickramasinghe reconhece que a proposta da existência de vida no 67P seria contestada pelos críticos, mas culpou o que ele chamou de “uma relíquia da era pré-Copérnica” que favorece a ideia de que a vida está centrada na Terra.

Fonte: motherboard.vice.com

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Antena captura energia do ar

Antena de absorção total captura energia do ar



Antena de absorção total captura energia das ondas eletromagnéticas
Colheita de ondas eletromagnéticas
A quantidade de ondas eletromagnéticas que nos cercam é incalculável. Embora elas sejam muito úteis, representam também um enorme desperdício de energia. Ocorre que as ondas de transmissões de rádio, TV, celulares, Bluetooth, Wi-Fi e uma série de outras frequências espalham-se em todas as direções, e grande parte não atinge um aparelho que esteja pronto para recebê-las - e isto é potência desperdiçada. Em outras palavras, essencialmente, tem energia sobrando no ar. Mas pode ser possível recuperar uma parte dessa energia usando o conceito de "colheita de energia", a recuperação de pequenas quantidades de energia do ambiente para uso em equipamentos de baixo consumo ou para armazenamento.

Absorção total
Thamer Almoneef e Omar Ramahi, da Universidade de Waterloo, no Canadá, criaram um sistema de colheita de ondas eletromagnéticas - um tipo especial de antena - baseado no conceito de "absorção total".
Antena de absorção total captura energia das ondas eletromagnéticasO conceito envolve o uso de metamateriais para construir um meio - uma metassuperfície - que nem reflete e nem absorve qualquer potência, o que permite a absorção total das ondas eletromagnéticas incidentes em uma faixa específica de frequências e polarizações. Célula básica da antena de absorção total. [Imagem: Almoneef/Ramahi - 10.1063/1.4916232]. A metassuperfície é formada por "células" de formato preciso, dispostas de forma periódica sobre um material de apoio. As dimensões dessas células e a proximidade umas das outras podem ser ajustadas para absorver quase todas as ondas incidentes. Esta energia é então canalizada por fios, podendo ser utilizada para alimentar aparelhos ou recarregar baterias.

Antena ultraeficiente 
A importância fundamental deste protótipo é que ele demonstra pela primeira vez que é possível coletar essencialmente toda a energia eletromagnética que cai sobre uma superfície. "Nossa pesquisa permite a absorção de muito mais energia do que as antenas clássicas," disse Ramahi. "Isto resulta em uma redução significativa da pegada da superfície de captação de energia. Os terrenos [necessários para instalação] são bens preciosos para a captura de energia - seja ela eólica, hídrica, energia solar ou eletromagnética." Segundo a dupla, a tecnologia poderá ser facilmente estendida para as faixas do infravermelho e do visível. "Já estamos ampliando nosso trabalho para a faixa de frequência do infravermelho e esperamos relatar brevemente uma absorção próxima à unidade nesses regimes de alta frequência," disse Ramahi.

Fonte: inovacaotecnologica.com.br

quinta-feira, 21 de março de 2013

Terremoto é detectado do espaço


Terremoto é detectado do espaço por nave europeia


Sons no espaço

Os satélites eram já usados para mapear mudanças na superfície da Terra causadas por terremotos, mas até agora nunca se tinham sentido no espaço as ondas de som de um sismo.Agora, o GOCE - o hiper-sensível satélite de gravidade da ESA - acrescentou um novo item à sua lista de sucessos. Além de ser considerada a nave espacial mais bonita já lançada pelo homem, a sonda foi a responsável pela geração do primeiro mapa da gravidade da Terra. Os tremores de terra criam ondas sísmicas que viajam através do interior da Terra. A novidade é que os grandes terremotos também fazem vibrar a superfície do planeta, como se fosse um tambor. Isto produz ondas sonoras que se deslocam para cima, através da atmosfera. A amplitude dessas ondas muda de centímetros, na superfície da planeta, para quilômetros na alta atmosfera, a altitudes de 200 a 300 quilômetros. Apenas as ondas sonoras de baixa frequência - os infrassons - chegam a estas alturas. Isto causa movimentos verticais que expandem e contraem a atmosfera por aceleração das partículas de ar.

Terremoto detectado no espaço

No dia 11 de março de 2011, 20 mil pessoas morreram pelo terremoto e pelo tsunami que devastaram a costa nordeste do Japão. Novos estudos dos dados do GOCE revelaram agora que o terremoto também foi sentido no espaço. Desde que foi lançado, em 2009, o GOCE tem mapeado a gravidade da Terra com uma precisão inigualável, sendo o satélite de observação de órbita mais baixa: a cerca de 270 quilômetros de altitude, ele atravessa resquícios de atmosfera. tendo inclusive que lidar com a resistência do ar. Para isso, a sonda conta com um motor iônico que compensa instantaneamente qualquer efeito da resistência do ar rarefeito, gerando impulsos cuidadosamente calculados - essas medições são realizadas por acelerômetros muito precisos. Enquanto as medições garantem que o GOCE permanece ultra-estável em sua órbita baixa, de forma a realizar medições inéditas da gravidade da Terra, a densidade atmosférica e os ventos verticais ao longo do seu caminho podem ser inferidos a partir de dados do propulsor e do acelerômetro. Explorando os dados do GOCE ao máximo, os cientistas descobriram que o GOCE detectou as ondas sonoras do terremoto que atingiu o Japão em 2011.


Sismômetro espacial

Quando a sonda espacial passou através das ondas sonoras do terremoto, seus acelerômetros detectaram os deslocamentos verticais da atmosfera de um modo semelhante ao que é feito por um sismômetro na superfície da Terra. Foram observadas também variações na densidade do ar. "Os sismólogos estão muito entusiasmados com esta descoberta, porque eles eram praticamente os únicos pesquisadores das Ciências da Terra que não tinham um instrumento de medida no espaço que fosse comparável aos existentes em terra," disse Raphael Garcia, do Instituto de Investigação em Astrofísica e Planetologia, na França. 

"Com esta nova ferramenta, eles agora podem começar a olhar para o espaço para perceber o que está acontecendo embaixo dos seus pés," concluiu.

Fonte: inovacaotecnologica