O próximo grande caçador de planetas como a Terra tem mão de cientistas portugueses
O aparelho mais avançado para procurar planetas iguais à Terra só estará a funcionar em 2016.
Nessa altura, o consórcio que Portugal integra e que está a construir este espectrógrafo, chamado Espresso, vai ter direito a usá-lo 270 noites. O Espresso vai procurar planetas iguais à Terra, com água líquida, que poderão ter vida. Nesta quinta-feira, termina uma reunião de três dias, em Santa Cruz do Douro, no concelho de Baião, onde se tem estado a delinear o projecto científico deste consórcio, para determinar por exemplo que estrelas serão observadas àprocura de novas Terras. "É uma reunião técnica", explica-nos Nuno Santos. O cientista do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto é o responsável português do consórcio que ganhou a construção do aparelho, e reúne ainda a Espanha, Itália, Suíça e o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A cada três meses, o grupo reúne-se para avaliar o estado do projecto e para tomar decisões sobre a sua construção. Desta vez, a organização calhou a Portugal e 40 participantes inscreveram-se.