quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pulsar superpesado desafia teoria de Einstein

Pulsar superpesado desafia teoria de Einstein


Farol cósmico

A lista dos objetos mais densos do Universo acaba de ganhar um novo campeão verdadeiramente peso-pesado.

Astrônomos identificaram um pulsar do tamanho de uma pequena cidade do interior, mas pesando o equivalente a 2,04 vezes a massa do Sol - o recorde anterior era de 1,97 massa solar. Isso tornaria o J0348+0432 um candidato ideal para testar a teoria da gravidade de Einstein, não fosse o fato de que sua mera existência faz a teoria de Einstein tremer nas bases.  Pulsares são corpos celestes que giram muito rapidamente, uma espécie de farol espacial, com diferença que, enquanto os faróis marítimos emitem um feixe de luz, o pulsar emite um feixe de ondas de rádio. Eles são essencialmente estrelas de nêutrons muito pequenas e muito densas. Os pulsares mais rápidos compõem sistemas binários com uma estrela ou uma anã-branca - ele aumenta sua velocidade roubando matéria de sua companheira. Depois de bilhões de anos, os dois acabam colidindo e se fundindo.

O trânsito de Venus

O trânsito de Venus em imagens


 A lenta marcha de um pontinho escuro chamado Vénus à face do Sol foi acompanhado por astrónomos amadores e profissionais em todo o mundo - e mesmo fora dele.


Começou às 23h09 de ontem (hora de Lisboa). E apesar de não ter sido observável em toda aTerra, nomeadamente em Portugal, as seis horas e 40 minutos que o planeta Vénus demorou a atravessar o disco solar puderam ser vividas em directo no ciberespaço via dezenas de sites Web. Este evento astronómico, que só tornará a produzir-se daqui a 105 anos, também foi observável da Estação Espacial Internacional (ISS) – o único local com presença humana fora da Terra. Aliás, Don Pettit, um dos astronautas da agência espacial norte-americana NASA actualmente a bordo da ISS, disse numa entrevista referida pela agência Reuters que há muito tempo que estava a planear a observação, uma vez que sabia que o trânsito de Vénus aconteceria durante o seu turno – e que, por isso, não tinha esquecido de levar consigo para o espaço o indispensável filtro solar. O trânsito de Vénus é apenas o oitavo a acontecer desde a invenção do telescópio e não haverá outro até Dezembro de 2117. Também é o primeiro a ter lugar numa altura em que uma sonda, a Venus Express, da Agência Espacial Europeia, se encontra a orbitar aquele planeta vizinho. As observações feitas pela sonda durante o trânsito vão agora ser comparadas às que foram realizadas por vários telescópios terrestres e espaciais.

Fonte: publico.pt