domingo, 4 de novembro de 2012

Astrônomos calculam velocidade do Sistema Solar


Astrônomos calculam velocidade do Sistema Solar


Os astrônomos refizeram os cálculos da massa da matéria escura, da velocidade e da órbita do Sistema Solar.

Órbita do Sistema Solar

Há poucos dias, astrônomos aumentaram a precisão da constante de Hubble, que mede a taxa de expansão do Universo.Agora, uma equipe de astrônomos japoneses fez novas medições de nossa própria galáxia, o que levou a um refinamento da massa da matéria escura presente na Via Láctea.


Eles chegaram a duas conclusões principais.

A primeira é que a distância do nosso Sistema Solar até o centro da galáxia é de 26,1 anos-luz - um ano-luz é uma medida de distância, que equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros. A segunda conclusão é que a velocidade imposta ao Sistema Solar pela rotação da galáxia é de aproximadamente 240 km/s. Isso significa que leva 200 milhões de anos para que o Sistema Solar complete uma "órbita" em torno do centro da galáxia.

Massa da matéria escura

O valor agora medido de 240 km/s é conhecido como V0. O valor atualmente aceito para o V0 é de de 220 km/s, tendo sido estabelecido pela União Astronômica Internacional em 1986. Em geral, a velocidade de rotação da galáxia é determinada pelo equilíbrio com a gravidade galáctica - assim, medir a rotação da galáxia equivale a medir a massa da galáxia. 

Imagem da Via Láctea como ela fosse vista de cima, e a distribuição das 52 estrelas usadas nas medições. 

Quando os dados da nova pesquisa foram usados para recalcular o valor de V0, os astrônomos verificaram que a massa de matéria escura na Via Láctea é 20% maior do que o valor aceito hoje. Segundo os pesquisadores, esse valor tem impacto direto sobre os experimentos que vêm tentando, até agora sem sucesso, detectar partículas de matéria escura. Mareki Honma e seus colegas do Observatório Nacional do Japão usaram o projeto VERA (VLBI Exploration of Radio Astrometry) para medir as distâncias precisas e o movimento de 50 objetos celestes para obter o ganho de precisão.

Resolvido mistério sobre natureza fundamental da luz


Resolvido mistério sobre natureza fundamental da luz
Dualidade onda/partícula

Dois grupos de físicos, trabalhando de forma independente, garantem ter chegado a um veredito final sobre a chamada dualidade onda/partícula.

De Newton a Maxwell, a luz foi sempre considerada como uma onda. Foi Einstein quem ganhou o Prêmio Nobel de Física demonstrando o efeito fotoelétrico, cuja explicação depende de que os fótons sejam vistos como partículas. E daí pôde então surgir toda a mecânica quântica, que prevê que os fótons, os elementos fundamentais da luz, assim como qualquer outro "sistema quântico", podem ser partículas e ondas simultaneamente. Contudo, as discussões sobre o assunto nunca foram suspensas porque o resultado - onda ou partícula - dependerá de como a medição é realizada. Meça um fóton de um jeito, e ele lhe dirá que é uma partícula. Altere a medição, e ele se transmutará em partícula. Isso criou correntes entre os físicos que gostariam de encontrar uma resposta "mais fundamental" - uns defendendo que fótons são essencialmente partículas e outros defendendo que eles são essencialmente ondas. O que essas correntes buscam é a "verdadeira natureza da luz", porque parece esquisito demais ter que assumir que uma "coisa pode ser duas coisas". As duas correntes assumem que o fóton se transmutaria em sua segunda personalidade sob condições a serem ainda especificadas ou descobertas.

Partículas e ondas simultaneamente

As equações da mecânica quântica, contudo, tranquilamente assentadas sobre uma história de extremo sucesso, preveem que uma partícula pode estar em diferentes lugares ao mesmo tempo. Na verdade, a partícula pode estar até mesmo em infinitos lugares ao mesmo tempo - como uma onda. E não apenas "parecendo" com uma onda, mas efetivamente "sendo" uma onda. O que dois grupos de físicos agora conseguiram fazer foi demonstrar experimentalmente que esse jogo tem mesmo que terminar empatado.

Este foi o equipamento usado pela equipe da Universidade de Bristol em sua demonstração da dualidade partícula/onda. Experimentos similares foram realizados por Alberto Peruzzo e colegas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e Florian Kaiser e equipe, do instituto francês CNRS.Pela primeira vez, os físicos conseguiram observar os fótons não como partículas ou como ondas, mas como partículas e como ondas, ao mesmo tempo. Longe de ser uma curiosidade científica, o experimento terá largas implicações para todos os sistemas quânticos, entre os quais os qubits usados pela computação quântica, os processadores fotônicos e as comunicações por fibras ópticas.

Tempestades Solares – A Ameaça ao Planeta Terra


Tempestades Solares – A Ameaça ao Planeta Terra (Especial BBC – 2012)

As tempestades solares têm causado muita controversa mesmo entre os cientistas.  Apesar de sua intensificação nos últimos anos, alguns as descartam como sendo somente resultantes de um ciclo de atividade solar, o qual irá gradativamente se acalmar, até que recomece novamente.  Contudo, há quem ache que estas atividades estejam superando a normalidade. Assista abaixo um especial da BBC sobre este tema, em HD.  

Sinopse: Há um novo tipo de clima que nos causa preocupação, e tem origem na nossa estrela. Os cientistas esperam ajustamentos na atividade violenta do Sol que vai expelir bilhões de toneladas de gás superaquecido e fluxos de energia em direção ao nosso planeta. E têm a potência suficiente para colapsar a nossa civilização tecnológica atual – e.g. em 1989, uma tempestade solar foi a causa de um apagão na cidade canadense de Quebec. Horizon reuniu os homens do clima espacial que tentam prever o que poderá estar a caminho, e organizações como a National Grid, que se preparam para tempestades solares iminentes.


(ativar a legenda em português no botão da barra inferior direita do quadro do vídeo.)