quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Lua azul

Esta sexta-feira a Lua vai ser azul, ou quase

Esta sexta-feira vai haver “lua azul”: uma Lua Cheia pela segunda vez no mês.

É raro haver duas Luas Cheias durante um mês e o nome deste fenómeno até teve uma pergunta no jogo Trivial Pursuit em 1986. Quem respondeu correctamente nessa altura, já tinha abraçado o termo que tinha acabado de entrar na cultura popular. Por vezes, a Lua fica mesmo luas azulada, explica a NASA. Durante a explosão do Krakatoa, em 1883, a Lua ficou desta cor por causa das cinzas lançada pelo vulcão da Indonésia. As partículas eram tão grandes que desviavam as ondas luminosas que dão a cor do vermelho, e o efeito funcionou como um grande filtro azul que mudou a cor da Lua. A NASA explica que nesta sexta-feira a “lua azul” poderá mesmo mudar de cor. “Neste mês seco e quente, tem havido bastantes incêndios florestais nos Estados Unidos. Se algum deles produzir uma dose extra de partículas com um micrómetro de tamanho, a Lua Cheia pode realmente tornar-se azul”, explica a agência espacial norte-americana. O ciclo lunar é de 29 dias e meio, está fora do compasso das 12 divisões mensais do ano. Por isso, muito raramente, calha há duas Luas Cheias num único mês. A primeira ocorreu a 2 de Agosto, a próxima é amanhã, mas só se vai ver depois de a Lua nascer, por volta das 19h47. 

Descoberta molécula de açúcar

Descoberta molécula de açúcar perto de uma estrela
 
Um dos elementos fundamentais da vida pode estar no caminho de um planeta.

O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou a descoberta de moléculas de açúcar à volta de uma estrela. Com o radiotelescópio ALMA, situado no deserto de Atacama, no Chile, os cientistas conseguiram captar moléculas de glicolaldeído (C2H4O2) no gás que rodeia a estrela binária jovem IRAS 16293-2422, que tem uma massa semelhante à do Sol e situada a 400 anos-luz da Terra. Esta molécula já tinha sido descoberta no espaço, mas esta é a primeira vez que é localizada tão perto de uma estrela deste tipo, a uma distância equivalente à que separa Urano do Sol. O estudo sobre este achado será publicado no «Astrophysical Journal Letters».  “No disco de gás e pó que rodeia a estrela, encontrámos glicolaldeído, uma forma simples de açúcar, não muito diferente da que pomos no café”, explica Jes Jørgensen (do Niels Bohr Institute, Dinamarca), autor principal do artigo. A molécula participa na formação de RNA, que, tal como o DNA, com o qual está relacionado, é um dos ingredientes fundamentais para haver vida. “As observações revelam que as moléculas de açúcar estão a ir em direcção a uma das estrelas do sistema”, indicou Cécile Favre, da Universidade de Aarhus (Dinamarca). As moléculas “não só estão no lugar indicado para encontrarem o caminho para um planeta como também vão na direcção correcta. A descoberta demonstra que os elementos essenciais à vida estão no momento e no lugar certo para poderem existir nos planetas que se formam à volta da estrela”. Os investigadores interrogam-se sobre o quão complexas podem chegar a ser estas moléculas antes que se incorporem em novos planetas. “Responder a esta questão pode dar uma ideia de como a vida pode nascer noutros lugares”, acredita Jørgensen.