quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Halo de gás quente

Halo de gás quente pode explicar matéria perdida do Universo

Um estudo feito por um grupo internacional de astrônomos encontrou indícios de que a Via Láctea está envolta por um enorme halo de gás quente. 

A formação se estende por centenas de milhares de anos-luz e tem massa comparável com a soma das massas de todas as estrelas da galáxia. O estudo foi conduzido a partir de observações feitas por meio do Chandra, o observatório de raios X da NASA. Se a dimensão e a massa do halo de gás forem confirmadas, isso poderá resultar em uma explicação para o problema conhecido como "bárions perdidos da galáxia".
Matéria bariônica
Bárions são partículas, tais como prótons e nêutrons, que compõem mais de 99,9% de toda a massa de átomos existente no Universo. Matéria bari representa a matéria tal como nossos sentidos a captam, diferentemente de outros componentes do Universo, como a matéria escura e a energia escura. Medidas de halos de gases e de galáxias extremamente distantes indicaram que a matéria bariônica presente quando o Universo tinha apenas 4 ou 5 bilhões de anos representava cerca de um sexto da massa e da densidade da matéria não observável - também chamada de matéria escura. É importante notar que "matéria não observável" é diferente de matéria ainda não encontrada: mesmo que a matéria bariônica seja perfeitamente detectável pelos nossos instrumentos, uma porção significativa dessa "matéria normal" ainda não foi encontrada.
É aí que o novo estudo mostra a sua importância.
Um censo feito recentemente estimou o total de bárions presente nas estrelas e gases na Via Láctea e em galáxias vizinhas. O resultado apontou que pelo menos metade dos bárions simplesmente não estava presente. Outros estudos haviam indicado que a Via Láctea e suas vizinhas estariam envoltas em gases com temperaturas que variam aproximadamente entre 100.000 e 1 milhão de graus Celsius. O novo estudo sugere que o halo em torno da Via Láctea pode ter até 2,5 milhões de graus - centenas de vezes mais quente do que a superfície do Sol.
Matéria perdida do Universo
Os cientistas também concluíram que a massa de gás do halo é equivalente à massa de mais de 10 bilhões de vezes a do Sol. E pode ser ainda maior, chegando a 60 bilhões de vezes a do Sol. A pesquisa feita por Anjali Gupta, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, aponta uma possibilidade para a dúvida de onde foram parar os bárions perdidos na Via Láctea: eles estariam escondidos no halo que envolve a galáxia. E a densidade estimada do halo é tão pequena que halos em outras galáxias podem ter escapado das observações dos astrônomos até hoje. Lançado em 1999, o Chandra é um dos quatro Grandes Observatórios da NASA, ao lado do Hubble, do Compton (de raios gama) e do telescópio espacial Spitzer.
Fonte: inovacaotecnologica.com.br

Biossensor de diagnóstico


Dispositivo detecta cancro de forma tão rápida "como teste de gravidez"

Biossensor de diagnóstico precoce é autónomo e portátil

“É tão fácil como fazer um teste de gravidez”, referiu Goreti Sales ao jornal «Ciência Hoje» («CH») e o objectivo é “fazer o diagnóstico precoce dos cancros com maior prevalência na Europa (mama, colo do útero e colo-rectal), e talvez a nível mundial, sem sair do consultório”, ou seja, a amostra nem precisa de ir para um laboratório. A investigadora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) ganhou uma Starting Grant atribuída pelo European Research Council, no valor de um milhão de euros, durante cinco anos, que será dedicada ao desenvolvimento de biossensores, dispositivos autónomos e portáteis, para o diagnóstico precoce do cancro. O Projeto 3P’s pretende criar mecanismos de detecção precoce de três tipos de cancro, capazes de produzir uma resposta rápida para várias biomoléculas (DNA, RNA, proteínas, etc.) em simultâneo, já que cada doença tem biomarcadores diferentes, de forma a monitorizar estes sinais de alerta, a tempo de evitar “a instalação da doença” ou mesmo minimizar as consequências. Segundo a coordenadora do Biomark – Sensor Research, unidade de investigação do ISEP, o dispositivo é de “baixo custo, de resposta rápida e a intervenção é não invasiva”, já que para o teste basta um pouco de sangue, urina ou saliva para o biossensor detectar a presença de biomoléculas que circulam no organismo em alguns minutos – “menos de meia hora” –, tal como um teste de gravidez, explicou ainda a docente ao «CH». Por exemplo, uma paciente que pretenda fazer uma mamografia poderá substitui-la pelo teste com o biossensor e obter uma resposta ainda dentro do consultório em minutos, acrescentou ainda.

Biossensor dá alerta para cancros mais propensos na Europa

O aparecimento do cancro “está associado à presença de algumas biomoléculas (bio marcadores) que circulam no organismo em baixas quantidades. A existência de um biossensor (dispositivo) capaz de detectar esses bio marcadores, de modo rápido, rigoroso e não invasivo, será extremamente importante para a dinamização do diagnóstico precoce da doença", segundo referiu também a investigadora em comunicado.

Parceria IPO-Porto

A Biomark é especializada em desenhar e conceber anticorpos plásticos, com materiais sintéticos, que tentam reproduzir os anticorpos naturais, existentes no nosso organismo, para esses biomarcadores utilizados em diagnóstico clínico. O projecto conta com a colaboração do Instituto Português de Oncologia-Porto, que está a cargo de escolher os biomarcadores. O dispositivo desenvolvido poderá ser, também, usado no acompanhamento de doentes oncológicos. Segundo a investigadora do ISEP, os biossensores poderão vir a ser utilizados para monitorizar a evolução da doença face à terapêutica administrada.

Fonte: cienciahoje.pt