Depois do sismo de magnitude 5.8 que esta manhã abalou o norte de Itália, uma nova réplica de magnitude 5.6 voltou a fazer tremer a região norte do país por volta das 13 horas locais.
Sobe para quatro o número de réplicas, e para 15 o número de mortes confirmadas. Os abalos surgem apenas dez dias depois de um outro ter vitimado sete pessoas e destruído dezenas de edifícios na mesma região. De acordo com o diário italiano Corriere della Sera, o epicentro do primeiro sismo localizou-se na província de Modena, na região de Emília-Romanha, a 40 quilómetros de Bolonha e a 60 quilómetros de Parma. A terra, no entanto, tremeu em toda a região norte do país.
O primeiro abalo ocorreu por volta das 9 horas locais (8h em Portugal continental) tendo depois havido três novas réplicas até cerca das 11h50. A quarta réplica terá ocorrido perto das 13 horas locais. Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, o tremor mais forte foi o primeiro, com uma magnitude de 5.8 na escala de Richter e uma profundidade de 10 quilómetros. O número de mortos ascende já aos 15. Entre eles, três pessoas perderam a vida após o colapso de um edifício industrial em San Felice sul Panaro, duas outras na sequência de incidente semelhante na província de Mirandola e as restantes morreram após o desabamento das suas casas em Concordia, Finale Emilia e Cavezzo. O Corriere della Sera dá ainda conta da morte de um pároco na cidade de Carpi, na sequência do desabamento de uma igreja.
O balanço é, no entanto, provisório. As autoridades já falam em desaparecidos e na forte possibilidade de virem a encontrar mais corpos nos escombros.
Escolas, estabelecimentos comerciais e escritórios foram imediatamente evacuados por precaução, nomeadamente em cidades como Veneza, Milão e Bolonha, adianta a Associated Press. As linhas de comboio que ligam o noroeste e o nordeste do país foram interrompidas para que as autoridades pudessem detectar os danos e apurar as ocorrências de feridos. Depois dos abalos do passado dia 20, levantam-se agora questões sobre o facto de as autoridades terem dado uma permissão precoce para a população regressar às suas casas, escolas e locais de trabalho.
Fonte: sol.sapo.pt





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