quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vidro ultrafino e flexível

Companhia norte-americana cria vidro ultrafino e flexível

A companha norte-americana Corning lançou um tipo de vidro ultrafino e flexível que pode ser «embrulhado» à volta de um objeto. O produto, baptizado de Willow Glass foi desenvolvido pela mesma empresa que criou o Gorilla Glass, usado para em écrans para telemóveis.

De acordo com a Corning, a invenção servirá não apenas para produtos como écrans de smartphones, mas também para outros que não têm forma plana.
O vidro flexível foi mostrado pela primeira vez durante uma feira comercial realizada na cidade norte-americana de Boston. O protótipo exibido em Boston era tão fino como uma folha de papel. A empresa afirmou que pode chegar a ter uma espessura de apenas 0,05 milímetros - bem mais fino, portanto, do que a espessura média dos écrans atuais de smartphones, que medem entre 0,2 milímetros ou 0,5 milímetros. O material utilizado para fazer o Willow Glass é resultado do processo de produção de vidro da empresa, denominado de Fusion. O vidro ultrafino e flexível pode ser obtido através da dissolução dos mesmos ingredientes a uma temperatura de 500 graus, sendo em seguida produzida uma folha contínua que pode ser desenrolada através de um mecanismo semelhante ao que é usado no processo de impressão. Acredita-se que no futuro o Willow Glass poderá vir a substituir o já amplamente utilizado Gorilla Glass, utilizado em diversos smartphones e tablets. Numa feira realizada este ano em Las Vegas, a Corning já tinha divulgado o Gorilla Glass 2, que disse ser 20% mais fino do que o produto original, mas dotado da mesma resistência..



A primeira geração do Gorilla Glass, lançado em 2007, já foi utilizado em mais de 575 produtos de 33 companhias, cobrindo um número superior a 500 milhões de telefones móveis em todo o mundo. O primeiro a descobrir o vidro especial foi o fundador da Apple, Steve Jobs, que contratou a Corning quando a empresa estava a desenvolver o écran para o seu primeiro iPhone, em 2006.
Nos últimos anos, cientistas em vários países têm trabalhado com um material chamado grafeno, produzido pela primeira vez em 2004. O grafeno é uma folha plana de átomos de carbono densamente compactados e com espessura de apenas um átomo. Em entrevista à BBC, Andrea Ferrari, um investigador da Univesidade de Cambridge, disse que protótipos de écrans sensíveis ao toque feitos de grafeno já estão a ser desenvolvidos e que além de serem resistentes e flexíveis, no futuro poderão até mesmo oferecer o que denominou de «feedback de sensações». O inevstigador explicou que os avanços científicos farão com que o telefone seja capaz de sentir se a pessoa o está a tocar, sentirá o ambiente à sua volta e não será necessário tocar em qualquer botão para o ligar ou desligar. «Ele próprio será capaz de reconhecer se você o está usando ou não», afirmou.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

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