Novo radiotelescópio quer capturar sinais do Universo primitivo
Projecto Murchison Widefield Array (MWA) conta com os sistemas de computação
Um novo tipo de radiotelescópio que quer capturar as ondas de rádio de baixa frequência vindas do espaço profundo, bem como as voláteis condições atmosféricas do Sol, está a ser implementado por um consórcio internacional do qual fazem parte 13 instituições da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Índia. O projecto Murchison Widefield Array (MWA) conta agora com os sistemas de computação «iDataPlex dx360 M3», da IBM. Os sinais serão capturados por 4096 antenas dipolo do telescópio, posicionado no deserto australiano, e continuamente processados pelo cluster de computação iDataPlex dx360 M3 que irá converter as ondas de rádio em imagens de largo espectro do céu, com clareza e detalhe sem precedentes.
Um novo tipo de radiotelescópio que quer capturar as ondas de rádio de baixa frequência vindas do espaço profundo, bem como as voláteis condições atmosféricas do Sol, está a ser implementado por um consórcio internacional do qual fazem parte 13 instituições da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Índia. O projecto Murchison Widefield Array (MWA) conta agora com os sistemas de computação «iDataPlex dx360 M3», da IBM. Os sinais serão capturados por 4096 antenas dipolo do telescópio, posicionado no deserto australiano, e continuamente processados pelo cluster de computação iDataPlex dx360 M3 que irá converter as ondas de rádio em imagens de largo espectro do céu, com clareza e detalhe sem precedentes.
O cluster iDataPlex substitui os sistemas de hardware anteriormente em uso pelo MWA, o que vem permitir uma maior flexibilidade e um melhor processamento de sinal. Estima-se que este processe 50 terabytes de dados por dia, a uma velocidade de oito gigabytes por segundo (o equivalente a mais de duas mil músicas digitais por segundo). Isto permite que os cientistas estudem o céu de modo mais rápido e com maior detalhe.
“O projeto MWA está dependente da potência computacional massiva oferecida pelo iDataPlex para criar em tempo real imagens de largo espectro dos ruídos do céu”, sublinha Steven Tingay, director do projecto, do International Centre for Radio Astronomy Research na University Curtin, em Perth, Austrália. “A combinação do MWA, da tecnologia da IBM e das capacidades técnicas da Murchison, vai-nos permitir encontrar sinais incrivelmente fracos que vêm desde as fases iniciais da evolução do Universo, de há 13 bilhões de anos”. O objectivo final do revolucionário telescópio MWA é observar o Universo primitivo, quando as estrelas e as galáxias começaram a gerar-se. Ao detectar e analisar os fracos sinais de rádio emitidos na época em que o Universo era apenas formado por um buraco negro de gás de hidrogénio, os cientistas esperam entender como as estrelas, planetas e galáxias se formaram. O telescópio também será usado pelos cientistas para estudar a heliosfera do Sol durante períodos de grande actividade solar.
Fonte: cienciahoje.pt

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